07/11/2015

Bebê do amor.


O cavalo me levou até você e eu desci sem medo do animal selvagem que não parava de correr ao seu redor. Levei uma pancada com as suas palavras e os olhares trocados na mesa são supérfluos com o passar do tempo. A imensidão do meu ser derrama nas bordas do teu corpo que está gélido e morto. De súbito vozes que se assemelham à sua surgem e eu não sei mais como identificar meu amor por você. A saudade derrama com as gotas de água cheias de cloro. Quero morrer afogada com as algas roçando nas minhas pernas nuas e sangrentas que passaram tardes e tardes expostas ao Sol. Sangue escorrendo, um quadro se formando e assim surge o nosso filho. Pequeno bebê que tem o cordão umbilical emaranhado em raízes podres da árvore que foi plantada pelo nosso amor. Morte.

- Maria Aranha,

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