02/12/2015

Sangrar sem medo.


Palavras espanholas apagadas com a borracha da tua lembrança
Escreve nas mãos poesias com o nome dela
Caneta azul:
Os olhos nas mãos
Minha poesia é tão medíocre que sai com água e sabão barato
A mão arde, as palavras navegam na corrente sanguínea
Biologia do inferno
Estudos matinais
Os abraços apertados vomitam tanto que a bile torna-se vermelha
Sangue de útero
Sem cheiro
Sem medo

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